Sabadão Cultural

Meu sabadão foi um dia cheio de referências, de cultura e de boa cozinha.

O dia que saí de casa me propondo a ficar o dia todo fora só na função cultural foi no ano passado, exatamente dia 4 de outubro, também com meu amigo Roger, do Designices.

Hoje começamos pela exposição Emoção Artificial 5.0 no Itaú Cultural, que na minha opinião não estava tão bom quanto a outros anos que visitei, mas claro, sempre tem algumas coisas que acabam chamando nossa atenção, então registrei algumas das obras que achei mais interessantes.

Bion
Rede de sensores interligados. Assim que alguém interage apagando um deles com as mãos, este se comunica primeiramente com seus vizinhos, que então começam a apagar os demais a sua volta.

Bion - Roger interagindo com a obra

Bion - Rede de sensores interligados

AutoPortrait
Robô que fotografa, desenha os traços do modelo, mostra a obra para os espectadores e o apaga em seguida.

Criança sendo fotografada

Robô desenhando o modelo fotografado

MetaCampo
Hastes flexíveis que são movimentadas por um soprador e, com o efeito que os espelhos dão, o visual acaba lembrando um grande campo de trigo.

Eu, fotografando a obra

Detalhe de algumas hástes flexíveis da obra

Hysterical Machines
Como o próprio nome diz, esses robôs são histéricos, inquietos e imprevisíveis. Reagem conforme nossa distância e movimentação no ambiente. Medonho.

Roger, com um certo receio de chegar perto do robô histérico

Robô, dando chiliques

Depois de tanta emoção, a Mari Nobre se juntou a nós e passamos no Espaço Cultural Citi para ver a exposição “Mônica: A criação do personagem brasileiro”.

A expo está muito interessante e, o que eu gostei mais particularmente foi conhecer o processo e como a personagem surgiu. Apesar de já saber que o personagem foi baseado na filha do Maurício de Souza, não tinha visto a foto dela lado a lado com o personagem.

Foto da Mônica e primeiros esboços

Processo de construção do desenho, desde o roteiro até o leitor final

Detalhe de uma parte do roteiro

A exposição também mostra algumas esculturas muito legais, onde em uma delas pode se ver o cebolinha por um outro ângulo ;)

Esculturas do Horácio e Cascão

Escultura do Cebolinha tipo O Pensador - frente e costas

Depois desta exposição, batemos um rango no Bardo Batata e passamos na loja Limited Edition para babarmos um pouco nos “brinquedos” que a loja comercializa. Para quem é fã de quadrinhos e filmes, nesta loja vai encontrar bonecos perfeitos de diversos tipos e épocas. Muito show!

Com a pança cheia, partimos para a Bienal do Livro no Anhembi. Chegamos lá um pouco tarde, mas foi o suficiente para fazermos um “estrago” no estande da Taschen.

Sacolas de livros da Bienal

Como se tudo isso não bastasse, passamos em casa para pegar minha família e fechamos o dia com uma pizzada na Pizzaria Bráz. Bom demais!

6 Comentários

A primeira capa a gente nunca esquece

Este mês fiz um job para a revista Nova Escola, da Editora Abril. Fiquei muito feliz pelo convite e pela oportunidade de ilustrar uma capa de revista de uma editora tão conceituada.
O desafio da vez foi desenhar um livro com palavras e frases que fazem parte do tema de capa: Ler na escola.

Comecei então a fazer alguns estudos e testes para que o resultado ficasse de acordo com o briefing que a diretora de arte da revista me passou.

E como se tratava de um desenho com tipografia, busquei uma imagem de um livro aberto na web e apliquei um efeito desfocado para simplificar a forma e começar a montar a estrutura das palavras por cima:

Então fiz alguns testes:

Até chegar no resultado final:

Que foi aplicado na capa:

Direção de Arte: Manuela Novais
Ilustração: Marco Moreira :)

, , ,

7 Comentários

Fundos criativos para iPhone

Se você nunca teve vontade de ter um iPhone, agora com os wallpapers suuuuper criativos do Magel Studio você vai querer ter um! :)

Todos os fundos abaixo servem a partir da versão iOS4 (disponível para iPhone 3G, 3GS e 4) do iPhone, onde você pode trocar duas telas de fundo.

Então, lá vai:

Fundos da esquerda: Para o “Bloqueio de Tela” (Tela que aparece quando você liga o iPhone)
Fundos da direita: Para ficar de “Tela de Início” (onde ficam os ícones)

Mas claro, você pode combinar os fundos e usá-los como bem entender.

Copie, publique, distribua e use a vontade!

Sketches:

Papel amassado:

Photoshop:

Axure:

Futebol:

Para os taradões:

Para quem tem saudades dos erros windows: (a tela do Ctrl+Alt+Del deve ser usada com apenas 12 ícones por tela)

Tela azul do windows:

Jeans:

Pegadinha:

Exemplos de alguns fundos aplicados:

Divirta-se!

E por falar nisso este Blog é preparado para iPhone! Você pode navegar no seu iPhone e baixar as imagens por lá mesmo! :)

9 Comentários

Entrevista sobre wireframe na revista Webdesign

Revista Webdesign edição 79

Este mês fui um dos convidados para fazer uma entrevista para a matéria de capa da edição da revista Webdesign que fala da produção de wireframes e a organização da estrutura de um site.
A revista está mudando de nome, dando lugar à revista Wide, que terá uma gama mais ampla de assuntos ligados a internet e começará a circular em setembro.
Antes da publicação, o Luis Rocha, ex-diretor de redação da revista me enviou as perguntas que serviram para a elaboração da matéria junto com outros dois profissionais, porém nem todas as respostas foram publicadas, e como achei interessante a discussão em cima do assunto, pedi a permissão da editora para que eu pudesse publicar as perguntas e respostas na íntegra. Aí estão elas:

1 – Em nossas últimas edições, profissionais do mercado brasileiro de internet apontaram a arquitetura de informação como uma área promissora para quem está decidido a se especializar na área. Diante da sua experiência no segmento, quais são os principais desafios para tornar esta prática comum na criação e no desenvolvimento de projetos digitais e interativos?
O desafio, como toda nova profissão está na cultura dos profissionais que ainda não sabem muito bem o que é e para que serve a AI, principalmente o próprio cliente. Não saber o valor que a área pode proporcionar ao negócio dificulta na hora pedir um prazo maior para uma pesquisa de usuários, card sorting ou um estudo de personas, por exemplo. O que acaba acontecendo na maior parte das vezes é partir direto para a prototipação, sem passar pelas etapas anteriores que também são muito importantes. Então o que pesa muito no dia-a-dia são os prazos. Apesar de sabermos em nossa formação que todas as etapas são importantes, muitas empresas e clientes ainda não sacaram o real valor das etapas que um projeto de AI precisa ter, então o desafio é usarmos nosso conhecimento para mostrar que todos os passos são muito importantes para um melhor resultado no retorno sobre o investimento do cliente.

2 – Dentre as principais atribuições envolvidas no trabalho com arquitetura de informação, o wireframe surge como o documento que vai apresentar a estrutura funcional e os elementos que vão compor uma interface. Na delimitação das áreas e na distribuição e atribuição de pesos dos elementos a serem incluídos em ambientes interativos e manipuláveis, quais são os subsídios fundamentais para se garantir a produção adequada de um wireframe?
Primeiramente saber quem é o público e qual o objetivo do projeto, sempre. Depois disso definir junto à área de tecnologia quais são as plataformas ideais que podem atender as necessidades deste público em questão e, por último e não menos importante, das informações que serão inseridas neste site/software, afinal nós arquitetos temos como principal matéria prima, a informação.

Foto da dupla da revista3 – Podemos dizer que a produção de wireframes é o pontapé inicial no processo de diagramação de interfaces digitais. Pensando nisso, de que maneira outras áreas (design e tecnologia) devem ser envolvidas neste processo? E como garantir um bom fluxo de trabalho para evitar ruídos/atritos entre arquiteto de informação e designer?
As duas áreas são muito importantes para a construção de um wireframe. A área de tecnologia deve ser envolvida para alinharmos as expectativas tecnológicas do projeto, suas limitações técnicas e até no sentido de nos ajudar a encontrar uma solução que pode ser mais simples do que estávamos imaginando.
Arquitetos de Informação nem sempre foram designers no passado. Uns vieram do Jornalismo, da publicidade, da biblioteconomia e etc., por isso é muito importante que o designer exponha a sua visão sobre a forma que isso pode ter e o nível de interações que ele imagina de acordo com o briefing, então para que não hajam esses ruídos, acho que o projeto precisa ser sempre alinhado com todos, desde o início.

4 – No artigo “Quanto mais simples o Wireframe, melhor” (http://tinyurl.com/79-capa-5), Frederick van Amstel analisa o envolvimento de clientes na etapa de produção do wireframe. Pela sua experiência, quais são as vantagens dessa estratégia?
Envolver o cliente na criação do wireframe pode ajudar na visão que ele tem sobre a estratégia de negócio, aprendemos muito com eles. Neste ponto eu concordo. Por outro lado não é ele quem vai navegar no site e sim o cliente dele (o usuário). Quem nos contrata pode acabar influenciando no nosso estudo com aqueles achismos que nós sempre tememos, por isso tem que haver um limite. Fazemos os wireframes porque temos embasamento de estudos, padrões de comportamento, navegação e de um briefing anterior.
O que pode ser ainda melhor então é envolver o cliente do cliente, que é o modelo mental e usuário final do produto. Este sim pode nos mostrar como é a interface ideal para ele.

5 – No artigo “Wireframe, documento cada vez mais importante” (http://tinyurl.com/79-capa-4), Leonardo Oliveira ressalta que “o arquiteto pode contribuir com a usabilidade de um site no momento em que está construindo os wireframes, ao evitar conteúdos redundantes e sobreposição de conteúdo, além de layouts complexos ou links escondidos”. Pensando nisso, como os conceitos de usabilidade devem ser aplicados na produção de wireframes?
A Arquitetura de Informação envolve o conhecimento de várias disciplinas. É importante saber um pouco de programação, de design e saber escrever bem. É difícil prever o comportamento do usuário por mais que o estudemos. Só iremos descobrir se a usabilidade é eficiente após alguns testes, porém, seu conceito deve andar junto com a criação de um wireframe, assim minimizamos a probabilidade de erros no final.

6 – Em discussão levantada no fórum Rede Design Digital (http://tinyurl.com/79-capa-1), arquitetos de informação analisam as transformações causadas no processo de trabalho desses profissionais pelas metodologias de desenvolvimento ágil. Em sua opinião, quais mudanças essas metodologias trouxeram para a produção de wireframes?
Como muitos disseram no fórum e como o próprio nome do método diz, o wireframe acaba tendo que ser feito por etapas, por isso algumas funcionalidades devem ser desenhadas no Sprint em que as Histórias serão escritas. Então certos detalhamentos e avanços devem ser deixados de lado, construindo as telas do wireframe aos poucos de acordo com as prioridades elencadas pelo P.O. Tive um pouco de dificuldades com o método no início, pois era difícil enxergar o projeto fragmentado e ter que fazê-lo em pequenas dosagens.
Na atual empresa costumo ler planejamento, escopo e ter uma visão macro. Construo o wireframe enxergando o projeto como um todo, envolvendo a área de TI, conteúdo e design e finalizando o protótipo antes do início da produção.
Também acho que metodologias ágeis não se aplicam a tudo, principalmente quando não há prazos. Neste caso o que acaba sendo aplicado é a boa e velha metodologia tipo WaterFall.

7 – No artigo “Design estrutural (wireframes)” (http://tinyurl.com/79-capa-2), é apresentada uma lista de softwares para produção de wireframes. Além do processo computadorizado, é possível também criar wireframes através de lápis e papel, com o uso até de régua especial (http://tinyurl.com/79-capa-3). Dentre as opções disponíveis pelo mercado, quais são os parâmetros que você utiliza na hora de analisar/escolher a ferramenta mais apropriada?
O primeiro parâmetro é o próprio prazo. Dentro do tempo normal costumo realizar meus protótipos em Axure, ele é prático e permite que alterações de estrutura sejam rapidamente feitas. Contudo a ferramenta é o de menos, o importante é a agilidade que o Arquiteto tem em trabalhar com ela e o entendimento do cliente na visualização desta documentação.
Quando precisamos de mais agilidade na entrega de um projeto, faço sketches de algumas telas e funcionalidades junto com o Diretor de Arte, assim ele já vai trabalhando na arte enquanto eu fotografo os esboços e envio com explicações para o cliente aprovar. De qualquer maneira gosto sempre de documentar via software, mesmo que o faça depois dos esboços já encaminhados para a arte.

8 – Falando especificamente sobre tecnologia, a produção dos wireframes poderá exercer algum tipo de influência na escolha adequada das plataformas tecnológicas a serem aplicadas nas etapas de desenvolvimento e programação funcional das interfaces?
Desde o início as áreas de TI, gerência de projeto e design devem ser envolvidas. Nas conversas iniciais conseguimos definir qual será tecnologia a ser utilizada, evitando que a etapa de arquitetura influencie nos demais processos.

9 – Existem três modelos para o desenvolvimento de um wireframe: de baixa fidelidade (protótipo com pouco detalhamento), de média e de alta fidelidade (com alto nível de detalhamento). Considerando as atuais necessidades e particularidades envolvidas com a produção de projetos web, é possível apontar um modelo ideal? Quais são as vantagens e as desvantagens na aplicação de cada um desses modelos?
Como já dito aqui, um dos parâmetros para se definir qual modelo a ser aplicado é o próprio prazo. Para prazos curtos, sketches e protótipos de baixa fidelidades ou para projetos que não exijam tantos detalhamentos, deixando também a equipe de arte mais livre para criar. E protótipos de alta fidelidade para projetos que necessitem de maiores detalhamentos, como portais, aplicativos, softwares, sites de bancos e comércio online.

Veja também:
Entrevista na revista Plug

,

4 Comentários

Qual é a melhor câmera para começar a fotografar?

Depois de ficar conhecido pelos amigos como quem nunca larga a câmera, comecei a ser muito consultado quando alguém quer comprar uma, então resolvi fazer este post com o objetivo de ajudar a responder a questão: Qual é a melhor câmera para começar a fotografar?

Bom, eu costumo dizer que a “melhor câmera” não existe e que tudo vai depender do objetivo de quem quer começar a fotografar. O que é melhor pra mim pode não ser pra você e vice-versa.

Eis algumas perguntas para você responder antes de pesquisar um equipamento:
- Quanto você quer gastar com fotografia?
- Prefere uma câmera compacta, média ou mais robusta (DSLR)?
- É para levar em baladas, festinhas, carregar junto com você e que caiba em qualquer lugar ou não liga de carregar uma bolsa grande a parte só para ela?
- É para Hobbye? Se sim, você prefere uma câmera mais prática com um bom zoom e que não precise trocar objetivas (é o que muitas pessoas chamam de “lentes”) ou uma DSLR, que você troca objetivas e tudo?

Então você quer uma câmera daquelas que troca as objetivas? Ok, então prepare o bolso, por que o corpo da câmera é só o início das despesas. Ainda tem o flash externo, os filtros, bolsas, kit para limpeza, tripé, outras objetivas, etc…
Ah! E não esqueça do seguro tá, por que com uma câmera cara você não vai querer ficar com ela só dentro de casa, né?

Então segue alguns pontos mais comuns a respeito:

Megapixels é o de menos
Garanto! Dificilmente você vai usar uma foto tirada na resolução de 10, 15 ou 20 megapixels da sua câmera. Estes grandes números servem para três coisas:
1) Para que você possa fazer uma impressão em grande formato, o que é muito raro, a não ser que seu uso seja profissional e você precise mesmo de uma bela resolução para seus trabalhos.
2) Para te dar mais trabalho para diminuí-las no computador antes de mandar via e-mail para todos os seus amigos da festa de ontem a noite.
3) E claro, para vender! Quanto mais, “melhor”, aí você acaba sendo atraído também pelo número.

Mas não se preocupe, todas as câmeras lhe darão a opção de tirar as fotos com resoluções mais baixas.

Explore os ângulos
Uma das coisas que faz uma boa diferença na linguagem fotográfica e na diversificação de suas fotos, são os ângulos. Aprenda a explorá-los.
Existem câmeras que oferecem um monitor de visualização (LCD) retrátil e super flexível justamente para poder explorar aqueles ângulos mais difíceis.
No post anterior utilizei uma das câmeras que tem este recurso para conseguir atingir os ângulos mais complicados.

E os Recursos?
Toda câmera tem recursos, umas com mais outras com menos. Hoje as câmeras dispõem de recursos que você pode passar a vida útil toda dela sem utilizar, pode acreditar. Tudo vai depender de qual é a finalidade.

Você pode ver por exemplo os recursos de Macro (para tirar fotos de detalhes), fotos sequenciais, fotografia noturna (night shot), fotografia panorâmica, preto e branco, ajuste de cores, configurações pessoais, slide show, reconhecimento de rostos, estabilizador de imagem, vídeo e etc. Sem contar com os controles manuais de obturador e diafragma que possibilitam uma flexibilidade maior no resultado de suas fotos.

Qualidade fotográfica e praticidade no uso
Hoje a maioria das câmeras oferecem uma boa qualidade de imagem, basta saber usar seus recursos e tentar tirar o melhor deles.
Operar uma câmera é como operar qualquer máquina ou como dirigir um carro. No começo você acha que é complicado demais prestar atenção no caminho, olhar para os retrovisores, passar a marcha e abrir o vidro ao mesmo tempo. Com o tempo essa prática se torna automática e os movimentos acabam sendo naturais.
Com a câmera é a mesma coisa, contudo existem modelos que são menos práticos de usar que outros. Acho que vale ir à loja e dar uma boa fuçada antes de comprar, por que agilidade para fazer uma foto é essencial. A não ser que você queira deixar tudo no automático, mas neste caso vale repensar a escolha da câmera, pois também não adianta nada ter uma câmera cheia de recursos manuais se você só usa o automático.

E a marca?
Não costumo indicar marcas ou modelos que ninguém tem, mesmo por que certas peças são difíceis ou caras de achar quando você precisa, então procure uma série que você consiga achar uma bateria reserva facilmente e que você pelo menos já tenha pesquisado ou ouvido falar.
Outra questão importante são os acessórios. Se a sua intenção é comprar filtros, adaptadores de lentes, grande angulares, flashs, tanque para fotos debaixo d´água e etc para a sua câmera, certifique-se que não seja um transtorno achar essas coisas para o modelo que você escolheu.

Mas eu quero uma câmera que desfoque o fundo da imagem
Dependendo do nível de desfoque você não irá conseguir fazer facilmente com uma compacta, apesar de que quem é um fuçador nato irá coseguir fazer grandes proesas com uma câmera quase sem recursos.
Existe aquela boa e velha frase que “se você já dirigiu um fusca, você dirige qualquer carro”, ou seja, não adianta também não saber nada de fotografia e sair fotografando com uma profissional. No início, pode ser frustrante e você pode acabar deixando a câmera encostada.

Segue abaixo 3 câmeras que eu tenho, com fotos de assuntos semelhantes tiradas com elas, justamente para mostrar que é possível chegar a resultados visuais próximos utilizando diferentes câmeras:

Sony Cybershot DSC-P32, sem zoom ótico, sem macro e com recursos limitadíssimos, mas eu costumava usar muito o recurso de controle de exposição (EV), que ajudava bastante na manipulação da iluminação em diferentes situações:

Sony Cybershot DSC-F828, com zoom manual, controles manuais fora da câmera (sem precisar entrar em menu), monitor retrátil e opção para flash externo. Foi um baita de um salto, que me abriu uma gama enorme de recursos e a certeza de fotos melhores:

Canon EOS 50D, que em relação à anterior tem uma agilidade muito maior no foco, ISO, disparos mais rápidos, troca de objetivas e dezenas de outros recursos profissionais:

A necessidade de mudar de equipamento também vem do desafio de superar os seus limites fotográficos e de experimentar novos recursos.
Pode chegar uma hora que você tem tanta tecnologia, recurso, facilidade e tanto photoshop que você vai querer voltar um pouco às raizes, fotografar com câmera de filme, usar filmes vencidos para dar uns efeitos sem photoshop e se divertir tirando fotos com uma Lomo, mas aí é outra história…

Para finalizar, acho importante prestar atenção em algumas coisas antes de investir em uma câmera:

- Existe controles manuais? Eles são de rápido acesso?
- A câmera é facil de usar?
- Você consegue ativar e desativar recursos importantes em poucos segundos?
- Tem tela retrátil? Isso é importante para você?
- Ela funciona à pilhas ou baterias recarregáveis? Quanto dura?
- É fácil de achar bateria sobressalente para comprar?
- Quer carregar a câmera na mochila ou não se importa de ter uma mochila para levar a câmera?

E para que você tenha o melhor custo-benefício, recomendo muito uma pesquisa profunda e comparação de câmeras.
Existem sites específicos para você fazer essa pesquisa. Aqui vai alguns que conheço:

Dpreview
Digital Camera
Steve´s Digicams

E depois da compra vale uma lida no livro 101 dicas essenciais de fotografia. Muito bom para quem está começando!

Bons cliques!

5 Comentários

No ângulo!

Aproveito todo o clima de Copa do Mundo para chutar (e clicar) no ângulo!

Semana passada rolou um campeonato de Pebolim da agência onde trabalho. Participei e perdi logo nas eliminatórias, então resolvi fazer algo que desempenho melhor: fotografar. =)
O exercício foi explorar os ângulos e tentar passar um clima dramático nas imagens. Para isso foram usadas dois tipos de câmera, uma DSLR Canon EOS 50D e uma compacta Sony DSC-HX1 com LDC flexível que peguei emprestado do Léo, Arquiteto de Informação e organizador dos campeonatos que rolam lá. Foram feitos também ajustes aqui outro acolá no Photoshop.


Câmera: Sony DSC-HX1
Comprimento focal: 27mm
Abertura: F/4,5
Exposição: 1/100s
ISO: 400


Câmera: Canon 50D
Objetiva: Canon EF-S 10-22mm 1:3.5 – 4.5
Comprimento focal: 10mm
Abertura: F/3,5
Exposição: 1/200s
ISO: 2000


Câmera: Canon 50D
Objetiva: Canon EF 28-135mm 1:3.5 – 5.6 IS
Comprimento focal: 100mm
Abertura: F/5,7
Exposição: 1/166s
ISO: 1250


Câmera: Sony DSC-HX1
Comprimento focal: 5mm
Abertura: F/2,8
Exposição: 1/50s
ISO: 250


Câmera: Sony DSC-HX1
Comprimento focal: 8mm
Abertura: F/3,2
Exposição: 1/20s
ISO: 400


Câmera: Canon 50D
Objetiva: Canon EF 50mm 1:1.8
Comprimento focal: 50mm
Abertura: F/1,8
Exposição: 1/320s
ISO: 1000


Câmera: Canon 50D
Objetiva: Canon EF 28-135mm 1:3.5 – 5.6 IS
Comprimento focal: 135 mm
Abertura: F/5,7
Exposição: 1/50s
ISO: 1250


Câmera: Canon 50D
Objetiva: Canon EF 28-135mm 1:3.5
Comprimento focal: 135 mm
Abertura: F/5,7
Exposição: 1/256s
ISO: 1000


Câmera: Canon 50D
Objetiva: Canon EF 50mm 1:1.8 – 5.6 IS
Comprimento focal: 50 mm
Abertura: F/1,8
Exposição: 1/500s
ISO: 1000

E por que não mandar um vídeo que tem tudo a ver com este post. É um vídeo espetacular da campanha do Nokia N8. No final você pode clicar em links no próprio vídeo para ver as jogadas individualmente.

E também para não perder a característica deste blog, segue abaixo o making of do vídeo acima.

1 Comentário

Grafite e algo mais

Sempre passo por uma esquina na Lapa em São Paulo, local onde existia uma empresa e que foi demolida para a construção de mais um conjunto de prédios provavelmente e infelizmente.
Para o iniciar a obra construtoras constumam instalar tapumes ao redor do terreno, e este acabou me chamando a atenção, pois apareceram estes grafismos.
Arte feita em tapume

Todos os dias eu passava de carro, sempre achava que era um grafite como outro qualquer e nunca tinha reparado nos detalhes. Eis que um dia passo a pé ao lado e a “pintura” me surpreendeu: As linhas que sempre via de longe não haviam sido pintadas e sim costuradas!
Fiquei surpreso com o resultado visual que se pode obter fazendo arte deste gênero com outros materiais. Achei muito interessante.

Detalhe do cordão

Abaixo, detalhe os grampos usados para a fixação do cordão:

Detalhe dos grampos

Sou totalmente a favor de intervenções artísticas e iniciativas como esta, ainda mais numa cidade cinza, num tapume preto como este.

O Blog do autor da obra é o arteimproviso.wordpress.com

Aproveito também para mostrar um grafite que parece misturar surrealismo e cubismo que foi feito a uns 3 anos atrás no muro do fundo de casa.
Quando os artistas bateram em casa para pedir nossa permissão, nós não só permitimos que fosse feito, como adoramos a idéia. Demos até algumas tintas que tínhamos guardado em casa. :)

Grafite no muro atrás de casa

Arte nos fundos de casa

Detalhe do grafite

O autor deste grafite acabou não deixando o contato, então se por acaso alguém tiver conhecimento pode deixar aqui nos comentários.

2 Comentários

Hotsite Brasília 50 anos

Este projeto foi lançado na data do aniversário de Brasília, porém somente agora pude divulgá-lo.

O planejamento, conteúdo, arquitetura de informação, design, animação e desenvolvimento foram feitos pela TV1. Eu cuidei da parte de Arquitetura de Informação, começando pela infoestrutura:

Infoestrutura Minisite Brasilia 50 anos

O especial fala da história de Brasília, e além de textos, contém vídeos, áudios e galerias de imagens. A proposta foi fazer uma linha do tempo diferenciada, um pouco fora do padrão de linha do tempo que estamos habituados a ver, então parti para a segunda etapa como de costume: os benchmarks e em seguida os Rafes:

Sketches do projeto

Para que todo o conteúdo não ficasse dentro de menus tradicionais, a ideia é que a navegação fosse feita através de três principais áreas (A cidade, O povo e A história) e a partir daí filtros que o usuário pudesse selecionar conforme o seu interesse.

Enquanto os rafes passavam pela aprovação, passei para a arte ir adiantando, pois como não tínhamos muito prazo as etapas tiveram que ser feitas no mínimo de tempo.

Conceito aprovado, iniciei então o desenho dos wireframes.
Não costumo colorizar os protótipos que faço, justamente para que a cor não influencie nas decisões do cliente, mas desta vez fiz questão de colorir algumas áreas, pois a presença da cor neste caso foi essencial para mostrar o funcionamento da navegação do site.
E como não se trata de uma navegação comum, criamos também mais de uma opção de navegação: Através das setas do teclado, pela roda do mouse, clicando nos conteúdos e finalmente pela própria timeline padrão que fica localizada abaixo do conteúdo central.

Hotsite Brasilia 50 anos - Wireframe da timeline

Hotsite Brasilia 50 anos - Wireframe dos filtros

Hotsite Brasilia 50 anos - Wireframe Brasília hoje

E para que não precisasse desenhar todas as telas, fiz uma página só de templates prevendo comportamentos diversos, como texto+imagem, texto+vídeo, texto+áudio e etc. Assim o editorial poderia escolher o template de acordo com a característica de cada conteúdo.

Hotsite Brasilia 50 anos - Wireframe dos templates

Enfim algumas telas do layout que o Caio Andreolli, Diretor de Arte aqui da agência desenhou:

Hotsite Brasília 50 anos - Layout da home

Hotsite Brasília 50 anos - Layout dos filtros

O trabalho de motion e programação foi feito pelo Alessandro Luz

Acesse o hotsite

1 Comentário

Futebol + IdeaFixa

Certo dia, navegando pelo Google Maps na época do meu TCC da Pós Graduação que tratava do tema Futebol, tive a idéia de fazer um teaser com o nome do trabalho, então comecei a investigar semelhanças entre os campos de futebol. Entre elas claro, o desgaste do gramado, principalmente na periferia onde ficam os campos de várzea. Pude notar também que o desgaste se concentra mais no centro do campo e vai ficando gradualmente menos desgastados nas extremidades.
Com isso podemos notar nitidamente que a forma que este desgaste produz é o mesmo losango que vemos na bandeira do Brasil, sem falar do verde do gramado no entorno e dcircunferência central que faz lembrar ainda mais nossa bandeira.

Não sei ainda como não fizeram um anúncio baseado nesta idéia. Mas uma hora você vai ver em alguma revista ou na TV e vai lembrar deste post. ;)

Bandeira do Brasil no Campo de futebol

O futebol é do Brasil, ou não é?

Baseado nesta visão, capturei diversos campos de futebol e fiz uma espécie de mosaico, dispondo os campos mais desgastados no centro e os menos desgastados nas extremidades, formando também um losango. Conceitualmente os centros marcados por um círculo representam o movimento e às conexões comuns que os campos tem entre si.

E como calhou da próxima edição da IdeaFixa ser sobre futebol, inscrevi este trabalho que acabou emplacando!

Trabalho publicado na IdeaFixa

Você pode vê-lo em tamanho maior no meu Flickr.

1 Comentário

Desconstruindo interfaces na Revista Webdesign

Este mês saiu uma matéria na revista Web Design: Desconstruindo Interfaces. Foram selecionados 12 projetos: 10 agências, um internacional e um governamental, que é o Portal Brasil (brasil.gov.br), projeto em que participei. Destacaram alguns elementos da interface e fizeram a desconstrução, que segundo eles foi inspirado no modelo de análise do livro “Homepage: Usabilidade – 50 websites desconstruídos” de Jakob Nielsen e Marie Tahir.

Nenhum comentário.